Friday 19 Dec 2014
Padre Joaquim Carreira: o quarto português “Justo entre as Nações” PDF Print E-mail
Thursday, 11 December 2014 22:13

«O Yad Vashem, o Memorial do Holocausto de Jerusalém, decidiu outorgar o título de “Justo entre as Nações” ao padre Joaquim Carreira, vice-reitor e reitor do Colégio Pontifício Português, de Roma, entre 1940 e 1954. Este título distingue não-judeus que, durante o Holocausto, tenham arriscado as suas vidas para salvar judeus.
A declaração do Yad Vashem, a que o RELIGIONLINE teve acesso em primeira mão, recorda alguns dados biográficos do padre Carreira: nascido em 1908 numa aldeia próxima de Fátima, um famoso lugar de peregrinação católica, ordenado padre em 1931 e formado na pilotagem de aviões; em 1940, mudou para Roma, onde viria a tornar-se vice-reitor e reitor do Colégio Pontifício Português, que alberga padres portugueses a estudar na capital italiana.
Quando Roma foi ocupada pelos nazis em Setembro de 1943, recorda ainda o texto do Yad Vashem, monsenhor Carreira ofereceu abrigo a várias pessoas perseguidas pelos nazis, incluindo três membros da família Cittone: Elio, o seu pai Roberto e o seu tio Isacco. No relatório da actividade do colégio, Carreira escreveu: “Concedi asilo e hospitalidade no colégio a pessoas que eram perseguidas na base de leis injustas e desumanas.”
Apesar de o colégio ter à porta um aviso do comando militar alemão proibindo quaisquer buscas no seu interior, por ser território da Santa Sé, os militares alemães entraram uma vez no edifício, à procura de refugiados. Todos os que estavam ali ocultados – resistentes, antifascistas, partiggiani, judeus – conseguiram esconder-se em sítios previamente combinados e sugeridos pelo reitor. Mas a família Cittone considerou mais seguro procurar outro abrigo, deixando o colégio pouco depois. O que não impede Elio Cittone, sete décadas depois, de admitir: “Estou-lhe muito grato e recordo sempre o facto de ele me ter salvo a vida.”»

Fonte e mais informações: Religionline.

 
Memoshoa | Campanha de Donativos PDF Print E-mail
Friday, 24 October 2014 09:20

 
«O que foi o Holocausto?» PDF Print E-mail
Tuesday, 15 July 2014 10:16

No dia 27 de junho, pelas 21:00, decorreu em Mafra o espetáculo «O que foi o Holocausto?». Tratou-se de um espetáculo noturno, de multimédia, dança, teatro, canto e vídeo, com duração de 1h30m. As imagens foram projetadas numa grande tela assim como no próprio edifício/fachada frontal da Basílica (Convento/Palácio) de Mafra.


Tratou-se de um espetáculo variado, com um número imenso de participantes: orquestras sinfónicas, cantores, coros, músicos, bailarinos (clássico e contemporâneos), assim como atores.


Contou com as seguintes parcerias: a Escola Secundária Artística António Arroio; o Centro de Formação de Escolas António Sérgio; o Coro Sinfónico de Lisboa Cantat; a Escola do Conservatório Nacional de Dança; o Coro de Mafra; a Quinta Mágica – Mafra; a ETPM (Escola Técnica Profissional de Mafra); o Grupo de Dança Casa do Benfica da Malveira; o Agrupamento de Escolas Carregal do Sal; a Escola das Armas de Mafra; Liga dos Combatentes / Núcleo de Mafra; o Coro e Orquestra de Santo Isidoro – Mafra; o tenor Rui Antunes; o Conservatório Regional Silva Marques – Alhandra; a Companhia de Dança Amalgama e diversos bailarinos(as) – Catarina Camocho e Frederico Oliveira. Este espetáculo teve também o apoio da Comunidade Israelita em Portugal e da Associação Memoshoá.


Este espetáculo é uma homenagem a todos os judeus que desapareceram durante a segunda Guerra Mundial e ao cônsul Aristides de Sousa Mendes, que conseguiu salvar, através dos vistos passados em Bordéus, 30 mil pessoas.

 

 

 
«As mãos de Abraão Zacut» PDF Print E-mail
Tuesday, 15 July 2014 09:18

«O auditório do Centro Cultural de Arronches recebeu no dia 18 de Junho, pelas 21 horas, a peça "As mãos de Abraão Zacut" de Luís de Sttau Monteiro uma peça sobre o Holocausto judaico, mas sem se confinar à grande tragédia do século XX. O que nela assume algo de original é o permanente alerta para que devemos estar despertos. Se pudéssemos sintetizar esse estado vigilante para que somos convocados de modo a que nada se repita e que, por passividade, não deixemos instalar-se uma atmosfera propícia ao horror, podíamos transcrever duas falas da obra, as de Abraão Zacut e David Levi, porventura as personagens que simbolizam aqueles que não se resignam e a consciência dos homens: “A tua Mãe chamava-se mulher e o teu pai chamava-se homem essa é que é a tua raça e sempre que tiveres outra, és um filho da mãe! Da tua raça são todos os homens e sempre que um homem for perseguido pelo que é ou pelo que não é, pelo que pensa ou pelo que não pensa, a tua raça está a ser perseguida”.

“Por pensarmos como tu é que transformámos a terra num campo de concentração onde ninguém escapa à fogueira. Há quem conte com Deus, Susana, e há quem conte com os outros, mas para podermos andar de mãos dadas, temos de contar com as nossas próprias mãos e só com as nossas próprias mãos! As grades, Susana, foram as nossas mãos que as fizeram… e só as nossas mãos poderão destruí-las”.

Esta é também uma obra sobre a importância da transmissão de valores essenciais. Abraão Zacut permanece na consciência e transmite essa qualidade a David Levi que, por sua vez, inculca em Samuel Goldenstein a necessidade de permanecer vigilante. O escritor Ralph Ellison escreveu um dia: “Se os homens se mantiverem atentos e firmes, não haverá mais ditaduras”. É necessário não deixar o mal entrar na invisibilidade.»

Fonte: http://noticiasdearronchesonline.blogspot.pt/2014/06/as-maos-de-abraao-zacut-de-sttau.html

 
Ação de Formação «Como ensinar a história da Shoah?» | Maio | Lisboa e Porto PDF Print E-mail
Friday, 25 April 2014 10:08

No âmbito da parceria entre a Memoshoá - Associação Memória e Ensino do Holocausto e o Mémorial de la Shoah de Paris irá realizar-se uma Ação de Formação intitulada: "Como ensinar a história da Shoah?". Esta ação terá duas sessões: em Lisboa, nos dias 6 e 7 de Maio, no Instituto Goethe e no Porto, nos dias 8 e 9 de Maio, no Auditório da Direção de Serviços da Região Norte (DGEstE-DSRN). Encontra aqui o programa da Ação de Formação.

A ação de formação "Como ensinar a História da Shoah?" que decorrerá nos dias 6 e 7 de Maio em Lisboa e nos dias 8 e 9 de Maio no Porto teve o apoio imprescindível da Direcção Geral de Educação. Todo o processo de acreditação da nossa ação de formação foi conduzido pela Direcção Geral de Educação de modo a que seja uma mais valia para os docentes que nela participarem.

 
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