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27 de Janeiro - Um testemunho bate-lhe à porta PDF Print E-mail
Tuesday, 26 January 2010 19:35


Tendo por base as palavras daqueles que testemunharam a barbárie e lhe sobreviveram, a turma 12.º D da Escola Secundária de Vilela, no âmbito da disciplina de Área de Projecto e do Projecto N.O.M.E.S., preparou a actividade "Um testemunho bate-lhe à porta" para evocar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto e o 65.º Aniversário da Libertação de Auschwitz.

Assim, neste dia, os alunos do 12.º D irão bater à porta da sala de aula de todas as restantes turmas da Escola, procedendo de seguida à contextualização do evento e à leitura de excertos de testemunhos de sobreviventes do Holocausto. No final, para que a reflexão aconteça e permaneça, alunos e professores serão convidados a debater a temática, sendo também entregue um crachá ao delegado e ao subdelegado de turma assim como a todos os professores, crachá esse especialmente concebido para o efeito (como um símbolo deste dia) pela turma de Design Gráfico (11.º I) da Escola Secundária de Vilela. Juntamente com o crachá será ainda entregue um marcador de livros, elaborado pelo 12.º D, para que a memória seja capaz de combater a indiferença...

Até porque:

«Certamente que a indiferença é uma tentação; mais do que isso, a indiferença é sedutora. A indiferença reduz o outro a uma abstracção.

Por detrás dos portões de Auschwitz, os prisioneiros mais trágicos eram os Muselmänner, como lhes chamavam. Enrolados em farrapos de mantas, sentados ou deitados no chão, olhavam fixamente o vazio, sem saber quem eram ou onde estavam - estranhos a tudo quanto os rodeava. Tinham deixa-do de sentir dor, de ter fome e sede. Nada receavam. Estavam mortos e não sabiam.

A indiferença é mais perigosa do que a ira e o ódio. A ira pode ser criativa - pode permitir escrever um grande poema, uma sinfonia grandiosa. Mas a indiferença nunca é criativa. Não suscita reacção alguma. A indiferença não é um começo; é um fim.

Por isso, a indiferença é sempre aliada do inimigo, é sempre benéfica ao agressor, nunca à sua vítima, cuja dor é amplificada quando se sente esquecida.»

Eli Wiesel (Adaptado), “Os perigos da indiferença”
in Discursos que mudaram o mundo, Difel, 2009.

 

Para além da Memória

Yad Vashem em português

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